quarta-feira, junho 01, 2005

A Mulher na Roma Antiga

Na sociedade romana as mulheres ocupavam uma posição de maior dignidade que na Grécia. A mulher, quando casada, era a verdadeira dona da casa, em vez de permanecer reclusa nos aposentos das mulheres, ela tomava conta dos escravos e fazia as refeições com o marido, podia sair (usando a stola matronalis), e era tratada com um profundo respeito, tendo acesso ao teatro e aos tribunais. O casamento — justum matrimonium —, sancionado pela lei e pela religião, era nos tempos mais antigos uma cerimónia solene, e resultava da transferência da mulher do controlo (potestas) do pai para o do seu marido (manus). O casamento tomava a forma de coemptio, uma modalidade simbólica de compra com o consentimento da noiva , ele também podia consumar-se mediante o usus, se a mulher vivesse com o marido durante um ano sem ausentar-se por mais de três noites.
Teve início no Século II a.C. um processo de emancipação das mulheres. Abandonaram-se gradualmente as formas mais antigas de casamento e adoptou-se uma na qual a mulher permanecia sob a tutela do seu pai, e retinha na prática o direito à gestão dos seus bens. Temos notícias de mulheres versadas em literatura; podemos ver mulheres inteligentes e ambiciosas como Clódia, e Semprónia (mulher de D. Júnio Bruto), que participou da Conspiração de Catilina.
Na época imperial o casamento passou a ser impopular, e foram tomadas medidas para encorajá-lo mediante a imposição de penalidades aos não-casados.

A aparência das mulheres
As mulheres nobres desfrutavam de um certo prestígio e tinham de prestar uma especial atenção à sua aparência, sendo o mais importante, o estilo do cabelo: muito bem elaborado, com diversos tipos de enfeites, e complementado com brincos e pulseiras de pedras preciosas, colares ou gargantilhas. Os vestidos eram sempre longos, combinando com um manto bordado com cores variadas.

Maternidade
Sanemos que a prática do aborto era usada naquela época (sempre em casos de perigo para a criança ou a mãe) com o uso de abortivos. Em comparação com os métodos adoptados nos dias de hoje as mulheres provocavam o aborto de diversas maneiras: apertando os seios exageradamente, tomando bebidas extremamente geladas, consumindo mel em grandes quantidades, ingerindo óleo de quinino, inserindo um feixe de palha na vagina para perfurar o útero, ou tomando certas misturas preparadas com o uso de vinhos.