quinta-feira, junho 30, 2005

Não abandonem o blog...!

Pessoal, eu sei que para muitos o Latim é uma seca, aquele bicho de sete cabeças difícil de dominar... Mas o que está aqui em questão é o blog! E lá por uma pessoa não gostar de Latim não quer dizer que não contribua.

Este pode ser considerado como uma maneira muito divertida de aprender Latim, pois com as várias contribuições dadas por todos, mesmo sendo pequenas, podem ser valiosas para muitos que visitam diáriamente o nosso blog e até mesmo para nós.
Por isso, eu acho que mesmo aquelas pessoas que já acabaram o Latim não deveriam deixar de participar neste trabalho que foi muito bem conseguido.
NÃO ABANDONEM O BLOG!!!!

quinta-feira, junho 23, 2005

Blog...Sem dúvida para continuar

Na minha opinião o blog foi uma excelente ideia. Foi uma forma de não só tornarmos a disciplina de latim um pouco mais dinâmica, como também serviu para uma maior aproximação entre os alunos dos vários anos. Só tenho pena, é que por vezes, muitas das participações tenham apenas sido colocadas quando o professor de latim "exigia" alguma tarefa.

Quanto ao que se deve fazer com o blog, acho que se todos nós tentarmos disponibilizar um pouco do nosso tempo para colocar uma mensagem (relacionada com a disciplina de latim, algumas sugestões a nível de eventos, etc) seria muito fácil continuar com ele. Temos de pensar que existem muitas pessoas que diariamente vêm à procura de informações ao nosso blog.

Por isso pessoal, NÃO DEIXEM O BLOG MORRER e vamos tentar continuar com as nossas pequenas mas sinceras contribuições.

terça-feira, junho 14, 2005

O que fazer com o blogue?

Gostaria que deixassem os vossos comentários nesta mensagem relativamente a dois aspectos:
1. Que avaliação fazem da utilização do blogue?
2. Agora que terminou o semestre, o que fazer com o blogue?

Sugestões da FCNC'05

Recordando os mais distraídos (e também os menos), este ano, 2005, Faro é a Capital Nacional da Cultura.
Deixo-lhes então duas sugestões:

- TEATRO DE PAPEL/ANFITRIÃO - 300 anos do nascimento de António José da Silva
Quem estiver por perto, poderia ir no dia 18 (sábado, às 22h) e assim encontrávamo-nos por lá.


CAMINHOS DO ALGARVE ROMANO
A exposição está organizada em três núcleos: a escrita do sudoeste, a “cidade dos vivos”, “terra de ninguém e a cidade dos mortos”. São apresentados materiais de grande relevância para o Algarve e o País, os espaços modelados recriam através de som ambientes e sensações da cidade romana.
Local: Museu Municipal de Faro
Data: até 31 de Julho - 15h00

Notas de LCL1 e LCL3

Estão disponíveis as notas de LCL1 e LCL3. Verifiquem todos os elementos. Se detectarem alguma incorrecção enviem-me um e-mail, sem falta, até ao final desta semana.

segunda-feira, junho 13, 2005

Expressões Latinas

Ab abrupto: Subitamente.

Ab hob et ab hac: A torto e a direito.

Ab imo pectore: Do fundo do peito.

Abusus non tollit usum: O abuso não tira o uso.

Abyssus abyssum invocat: O abismo atraiu o abismo.

Acta est fabula Acabou a representação.

Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris: Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó hás-de voltar.

Mens agitat molem: A mente move a massa.

quarta-feira, junho 08, 2005

Avaliação de LCL1

Amanhã, quinta-feira, podem (e devem) passar pelo meu gabinete, 0.34, para verem a frequência e os restantes trabalhos corrigidos. Estarei por cá das 15 às 16:15h.

terça-feira, junho 07, 2005

Viagem a Mérida



Augusta Emerita foi fundada por ordem do imperador Augusto, no ano 25 a.C., como prémio para os veteranos das legiões V Alaudae e X Gemina que lutaram contra os cantábricos e os asturianos. Roma designou-a capital de uma das províncias da península, a Lusitânia...
carlos etiam dixit

sexta-feira, junho 03, 2005

Braga Romana: reviver o passado na Bracara Augusta


A Câmara Municipal de Braga, com a colaboração do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa e o apoio de várias entidades, organiza a Braga Romana – Reviver o Passado na Bracara Augusta (ver programa).
Com esta iniciativa pretende-se chamar a atenção para a importância dos vestígios arqueológicos relacionados com a ocupação mais antiga da cidade, nomeadamente com Bracara Augusta, fundada pelo Imperador Augusto há cerca de 2000 anos.
Esta incitiva demonstra que se podem juntar promoção turístico-cultural e sensibilização para a salvaguarda e valorização do património arqueológico.

O Casamento

Durante muito tempo, o casamentofoi considerado entre os Romanos como uma obrigação quase religiosa: era condição necessária do prolongamento do culto doméstico.O próprio Cícero considerou esta sociedade iniciada pelo casamento ( marido + esposa + filhos) como uma célula-embrião da Republica.
O homen romano gralmente casava-se geralmente tarde ( 35, 40 anos), embora a idade legal para o casamento fosse 14 anos para os rapazes e 12 para as raparigas. A mulher casava-se geralmente cedo porque o homem, mesmo quando casava tarde , escolhia uma mulher jovem. O casamento era combinado entre os pais e geralmente o dota não era grande.

Modalidades de casamento
a forma mais solene de casamento, desde os tempos mais recuados, era a confarreatios, designação derivada de panis farreus, que os noivos comiam perante o Flamen Dialis ( sacerdote de Júpiter), o Pontifex maximus e dez testemunhas que assistiam à assinatura do contrato matrimonial ( tabulae nuptiales).os noivos uniam simbolicamente as mãos. durante a realeza só os patrícios se casavam com este ritual solene, mas , nos tempos da República ( 445 a.c.), esta modalidade de casamento passou usada também pelos plebeus.
Havia porém, outras formas de casamento:
- por compra e venda( coemptio): os noivos trocavam ficticiamente moedas entre eles;
- por coabitação ( usus): os noivos ficavam casados, por sentimento dos pais, após terem coabitado durante um ano.
Estas três modalidades de casamento foram válidas até aos fins da República e qualquer delas produzia o efeito fundamental que os Romanos viam na união matrimonial- a mulher ficava sujeita ao poder do marido ( manus). por issso qualquer das três formas de casamento poderiam ser traduzidas por " contrato de subordinação" da mulher ao homem.

O Homem na Roma Antiga

O mundo dos antigos romanos era dividido em duas categorias: homens livres e escravos, cidadãos Romanos e estrangeiros ("peregrini").
Os escravos viviam por toda parte; na maioria eram prisioneiros de guerra e em alguns casos cidadãos livres que eram vendidos para pagar dívidas. Os escravos eram ideais para serem vendidos; sem nenhum direito, desempenhavam trabalhos pesados bem como tarefas intelectuais, dependendo do nível de instrução de cada um, e raramente podiam ganhar a liberdade dos seus senhores.
Todos os cidadãos livres tinham três nomes: o "praenomen" (nome de baptismo), o "nomen" (nome de família) e o "cognomen" (último nome). Usualmente vestiam-se com simplicidade; uma túnica que ia até os joelhos e uma espécie de sapatilha de cano alto. Em ocasiões especiais vestiam uma "toga", um manto bordado semicircular feito de lã. Os cidadãos comuns trajavam uma túnica branca enquanto os senadores, soldados e membros da cavalaria usavam túnicas com uma púrpura bordada. Esta última também era usada por homens com menos de 17 anos de idade.
O homem era o "pater familias", ou a cabeça da família. O conceito de família tinha grande significado para os romanos: consistia não somente no marido, esposa e filhos, mas também nos avós, netos, e bisnetos. Desse modo a sucessão familiar mantinha o património protegido.

Os Doze meses do ano ( origem dos nomes)

Ianuarius ( em honra de Jano);
Februarius ( o mês das purificações - februare: purificar);
Mars ( em honra de Marte);
Aprilis( palavra de origem desconhecida);
Maius ( em honra da deusa Maia);
Iunius ( em honra de Juno);
Iulius ( em honra de Júlio César, quinto mês do ano);
Augustus ( em honra de Augustus, sexto mês do ano);
September ( o sétimo mês do ano);
October( oitavo mês do ano);
Nouember ( nono mês do ano);
Decmber ( o décimo m~es do ano).

Até 153 a.c., o ano começava em 15 de março e não em 1 de janeiro. Assim se comprende a designação por ordinais dos meses a partir de Julho. Os Romanos dividiam os meses em três partes desiguais, limitadas por três dias importantes: 1 ( Calendas), dia 5 ou 7 ( Nonas), dia 13 ou 15 ( Idos). o dia da lua nova era designado por Kalendae, o do quarto crescente por Nonae e o da lua cheis por Idus. Os Romanos exprimiam as datas desta forma:

dia 1 de Janeiro: Kalendis Ianuariis;
dia 5 de Fevereiro: Nonis februariis;
dia 13 de Junho: Idibus uuniis;
dia 28 de Julho: ante diem quintum Kalendas Augustas ( 5 dias antes das calendas de Agosto).

Como se pode observar, as datas intermédias do mês eram expressas em relação à data fundamental seguinte ( Calendas, Nonas ou Idos).

quarta-feira, junho 01, 2005

A Mulher na Roma Antiga

Na sociedade romana as mulheres ocupavam uma posição de maior dignidade que na Grécia. A mulher, quando casada, era a verdadeira dona da casa, em vez de permanecer reclusa nos aposentos das mulheres, ela tomava conta dos escravos e fazia as refeições com o marido, podia sair (usando a stola matronalis), e era tratada com um profundo respeito, tendo acesso ao teatro e aos tribunais. O casamento — justum matrimonium —, sancionado pela lei e pela religião, era nos tempos mais antigos uma cerimónia solene, e resultava da transferência da mulher do controlo (potestas) do pai para o do seu marido (manus). O casamento tomava a forma de coemptio, uma modalidade simbólica de compra com o consentimento da noiva , ele também podia consumar-se mediante o usus, se a mulher vivesse com o marido durante um ano sem ausentar-se por mais de três noites.
Teve início no Século II a.C. um processo de emancipação das mulheres. Abandonaram-se gradualmente as formas mais antigas de casamento e adoptou-se uma na qual a mulher permanecia sob a tutela do seu pai, e retinha na prática o direito à gestão dos seus bens. Temos notícias de mulheres versadas em literatura; podemos ver mulheres inteligentes e ambiciosas como Clódia, e Semprónia (mulher de D. Júnio Bruto), que participou da Conspiração de Catilina.
Na época imperial o casamento passou a ser impopular, e foram tomadas medidas para encorajá-lo mediante a imposição de penalidades aos não-casados.

A aparência das mulheres
As mulheres nobres desfrutavam de um certo prestígio e tinham de prestar uma especial atenção à sua aparência, sendo o mais importante, o estilo do cabelo: muito bem elaborado, com diversos tipos de enfeites, e complementado com brincos e pulseiras de pedras preciosas, colares ou gargantilhas. Os vestidos eram sempre longos, combinando com um manto bordado com cores variadas.

Maternidade
Sanemos que a prática do aborto era usada naquela época (sempre em casos de perigo para a criança ou a mãe) com o uso de abortivos. Em comparação com os métodos adoptados nos dias de hoje as mulheres provocavam o aborto de diversas maneiras: apertando os seios exageradamente, tomando bebidas extremamente geladas, consumindo mel em grandes quantidades, ingerindo óleo de quinino, inserindo um feixe de palha na vagina para perfurar o útero, ou tomando certas misturas preparadas com o uso de vinhos.