sábado, abril 30, 2005

De fato

. . . quia pertinet ad mores, quod ethos illi vocant, nos eam partem philosophiae de moribus appellare solemus, sed decet augentem linguam Latinam nominare moralem;

terça-feira, abril 26, 2005

O Comendador domina a etimologia...

A crónica seguinte é mais uma Carta Aberta do Comendador (Revista Única do Expresso), desta vez a Pinto da Costa. Toda ela anda à volta da etimologia. Em baixo está grande parte dessa crónica
****
É pena, no entanto - mas atribuiria isso às manifestas deficiências do nosso sistema de ensino -, que não tenha o mesmo alcance, o mesmo fulgor e, diria mesmo, igual génio no que toca à Língua Portuguesa, mormente no que respeito diz à etimologia (do grego etymología), ou seja, a origem das palavras, ou o estudo da verdade ou do que está certo, já que a ideia de verdade ou certitude está presente em etymo, ao passo que logía não significa outra coisa senão estudo.
(...)
E, numa tentativa de caracterizar tais ofertas do senhor Pinto da Costa, escreveu que elas não seriam - e cito - por filantropia.
Ora, é aqui que reside o busílis (...). É que eu estou em crer que o senhor Pinto da Costa o faz porque é, justamente, um filantropo.
Se Vexa atentar na palavra filantropo verificará que ela advém do grego philos, com o significado de amigo (como em filosofia, amigo da sabedoria) a que se adiciona o vocábulo, também grego, ánthropos, que exprime a ideia de homem, ou de ser humano. Ora, é por Pinto da Costa ser amigo dos homens (daqueles, em particular) que lhes fornece as ditas cujas. Se ele fosse amigo do futebol ofereceria chuteiras e bolas homologadas pela UEFA (repare que homólogo vem do grego homos, idêntico, e logos, que significa símbolo, ou razão, ou palavra, portanto bolas com razões idênticas, mas já me estou a afastar bastante do tema).
É, pois, com humildade, mas chamando-lhe a atenção para o estudo da verdade, quer dizer, a etimologia, que a todos os magistrados deveria interessar, que lhe deixo o reparo sobre a filantropia do senhor Pinto da Costa. Pouca gente será, se nos socorrermos do étimo, tão filantropo. Pouca gente forneceria raparigas aos seus amigos. E, caso seja ele também amigo daquele tipo de mulheres duvidosas poderemos considerá-lo um filo... Enfim, Vexa saberá.
Desejo-lhe as maiores felicidades e espero que o processo não fique ad calendas graecas ( expressão irónica, os gregos não tinham calendas); eis o que lhe deseja o comendador (do latim commendatore, aquele que recomenda).

sábado, abril 23, 2005

Palavras e Expressões Temporais

Ad infinitum
Sem cessar: infinito

Ad tempus
Por enquanto: temporário

Aeternus
Perpétuo: eterno

Annus
Um ano ( um ciclo solar): anual

Centesimus
A centena: centénio

Dictum factum
Dito e feito

Dies
Dia: diariamente

Diu
De dia: diurno

Exigua pars est viate quam nos vivimus
A vida que vivemos é breve (Séneca)

Ex post facto
Depois do facto

Festina lente
Apressa-te devagar (Augusto)

Interim
Entretanto: intervalo

Luna
Lua: lunar

Meminerunt omnia amantes
Os amantes tudo recordam (Ovídio)

Nox
Noite: nocturno

Nunc aut nunquam
Agora ou nunca

Post mortem
Depois da morte

Praemonitus praemunitus
Avisado, armado

Prima lux
Alba: primeira luz

Sol
O sol: solar

Tempus fugit
O tempo voa

Robin Langley Sommer "NOTA BENE", Portugal 1999

sexta-feira, abril 22, 2005

Ciclo de cinema espanhol

Está a decorrer desde ontem um ciclo de cinema, baseado em filmes de Pedro Almodovar.
As sessões são comentadas por professores especializados, de modo a esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir no decorrer dos filmes. A próxima sessão irá decorrer quinta-feira pelas 17 horas no anfiteatro B do complexo pedagógico, coma exibição do filme "La ley del deseo". Este ciclo termina as suas exibições a 9 de Junho.
Para mais informações pode consultar esta página web.

quinta-feira, abril 21, 2005

IV Congresso Internacional de Latim Medieval Hispânico

Irá realizar-se, em Lisboa, no próximo mês de Outubro entre os dias 12 a 15, o IV Congresso Internacional de Latim Medieval Hispânico.

Os temas que que irão ser tratados são os seguintes:

- Autores hispânico medievais
- Cultura hispânica medieval
- Documentação latina medieval

Para mais informações, os interessados poderão dirigir-se ao Secretariado do Congresso, Centro de Estudos Clássicos, Faculdade de Letras, na Universidade de Lisboa, pelo E-mail: 4CHLM_Lisboa@fl.ul.pt, ou consultar esta página web.
Uma vez que já terminou o prazo de inscrição, o preço para assistir a este congresso é, agora, 50 euros.

terça-feira, abril 19, 2005

Palavras em português e Maximas de uso corrente em latim

Palavras portuguesas:
Onda --> Unda ( f) , fluctus, uf (m)
Formar ondas --> (Cicero) mare turbare , mare agitare
Ondas de sangue --> (Virgilio) Cruor undans

Maximas:
Ave atque vale --> salve e adeus !
De mortuis nil nici bonum --> Dos mortos não digais se não bem.
Dominus illuminatio mea --> Que o Senhor me ilumina.
Dum spiro, spero --> Enquanto respiro, tenho esperança.
Espo perpetua --> E eterno
Excelsior --> Sempre mais além !
Labor ominia vincit --> O trabalho tudo vence.
Justitia omnibus --> Justiça para todos.
Per ardua ad astra --> O trabalho leva às estrelas.
Sit tibi terra levis --> Que a terra te seja leve.

Robin Langley Sommer "NOTA BENE" Portugal 1999

Basilica S.Pedro Posted by Hello

O que é o Conclave?

Como este é um dos assuntos mais importantes nos dias que correm, exponho aqui algumas curiosidades e convido os interessados a visitar esta página, de modo ficarem mais esclarecidos sobre este assunto, que tanto tem dado que falar um pouco por todo o mundo.
Conclave ( do latim cum clave, que significa com chave) é o nome dado à reunião realizada em clausura e dirigida por cardeais, com o objectivo de eleger um novo Papa. Durante este processo, os cardeais mantêm-se isolados do mundo até chegarem à escolha de um nome. Ao chegarem a um consenso, o cardeal que havia presidido a reunião pergunta ao eleito se este aceita ser Papa, e se a resposta for afirmativa, é feita uma curta procissão até uma janela da Basílica de S. Pedro (Vaticano), onde o Sumo Pontífice é revelado ao mundo e faz a sua primeira bênção Urbi et Orbi (à cidade (de Roma) e ao mundo).

segunda-feira, abril 18, 2005

Grande autor latino : Fedro


Fedro
nativo de Trácia, Fedro era descendencia grega, como o seu nome o indica. Foi o introdutor do gênero fábula na literatura romana. Viveu no séc. I d.C., provavelmente alforriado pelo imperador Augusto e perseguido pelo ministro de Tibério, Sejano.Fedro recontou as fábulas de Esopo em forma de poesia. Suas histórias mostram através da sátira sua revolta contra as injustiças e o crime. Foi inspirado nas fábulas de Esopo.
Escreveu 93 fábulas, distribuidas por cinco livros, sem contar outras 32 que lhe foram atribuidas pelo renascentista italiano Nicola Perotti ( seculo XV ).

sexta-feira, abril 15, 2005

A Propósito da obra De Senectute ...

... ficam aqui dois provérbios acerca da velhice:

Senectus est velut altera pueritia.
Velhice, segunda meninice.

Senectus primum consulenda.
Se queres bom conselho, pede-o ao homem velho.

quarta-feira, abril 13, 2005

Cícero revisitado

"...é um triunfo da vida que a memória dos mais velhos se perca para as coisas que não são essenciais, mas que raras vezes falhe para as que na verdade nos interessam. Cícero ilustrou-o de uma penada: Não há um velho que esqueça onde escondeu o seu tesouro."
Márquez, Gabriel García, Memória das minhas putas tristes, (trad.) Maria do Carmo Abreu, Lisboa, D. Quixote, 2005,pp.16-17.

Apesar da distância temporal e dos diferentes estilos de abordagem do tema, a velhice é um dos temas recorrentes da literatura. A minha intenção, independentemente das opiniões pessoais acerca do mais recente livro de Gabriel García Márquez, é mostrar que se trata de um tema actual.
Após a leitura "Da Velhice" de Cícero, é quase impossível ler a última publicação do escritor colombiano sem encontrar traços de intertextualidade. Senão vejamos: trata-se da narrativa de um velho de 90 anos que foi (entre outras coisas) professor de Latim e que considera o latim a sua língua materna. O facto de ter uma personagem cujo nome é Marco Túlio também não passa despercebido. Além disso, a citação acima transcrita é uma referência directa a Cícero. Não pode ser coincidência!
Tratam-se de duas obras que, apesar de diferentes, glorificam a velhice.

"Há já alguns meses previra que a minha crónica de aniversário não fosse o habitual lamento pelos anos passados, mas na realidade o contrário, uma glorificação da velhice."
Márquez, Gabriel García, Memória das minhas putas tristes, (tad.) Maria do Carmo Abreu, Lisboa, D. Quixote, 2005, p.15.

"Foi realmente para mim tanta a alegria na composição desta obra, que além de ter dissipado todas as moléstias da velhice, tornou esta mesma suave e espirituosa."
Cícero, Marco Túlio, Da Velhice, (tra.) Carlos Humberto Gomes, Lisboa, Cotovia, 1998, p.12.

E se outro motivo não houver para alertar a consciência das pessoas acerca da forma como encaram a velhice e o modo como tratam os mais velhos, pelo menos este deve surtir algum efeito.

"É isto tudo o que tinha para vos dizer acerca da velhice. Que possam chegar até ela e ser, assim, capazes de provar como experiência a verdade que de mim escutastes."
Cícero, Marco Túlio, Da Velhice, (trad.) Carlos Humberto Gomes, Lisboa, Cotovia, 1998, p.57.

Que é como quem diz um dia chega a vossa vez...

Da palestra sobre a tradução

A palestra a que assisitimos hoje na segunda parte da aula de LCL1, "Translation as a Field of Study", de Rosemary MacKenzie (University of Turku, Finland), pareceu-me muito interessante.
Fixei esta espécie de princípio de tradução, também aplicável às nossas traduções de latim:
Uma tradução deve ser tão literal quanto possível e tão livre quanto necessário.

Quem assisitiu pode deixar as suas impressões.

Ser pequeno, em latim

O texto que se segue foi retirado da revista Única (secção Cartas Abertas), do Expresso desta semana.

(...)
- Ó meu filho, ele é pequeno
Mas nunca o foi em Latim!
Carece de explicação, para os menos conhecedores de latim, este último verso. Na verdade, em latim, pequeno escrevia-se parvus, pelo que o referido líder era um homem de baixa estatura, ou seja, em Latim um parvus. Porém, aos poucos, a palavra foi ganhando uma conotação diferente, a actual. E daí que nestas trovas se conclua que o tal chefe, sendo pequeno, não era parvo.
(...)

sábado, abril 09, 2005

Fedro

Fedro foi um poeta, filho de escravos, oriundo de um pais de língua grega a trácia. Foi o introdutor da fábula na literatura romana. Recontou as fábulas de Esopo em poesia. Nas suas historias é visivel, através da satira, a sua revolta contra o crime e as injustiças. uma das suas fábulas muito famosas é a fábula da raposa e do cacho de uvas.

sexta-feira, abril 08, 2005

PHAEDRUS (Fedro)



Nesta página podem ler sobre a vida de Fedro e duas fábulas suas que estão traduzidas para português.Também as podem ler em Latim.

Esta página é em Italiano e foi feita para crianças e por isso é muito fácil de ler até para quem nunca aprendeu Italiano. Nela podem ler sobre Fedro e ver uma imagem supostamente dele e outras 2 ou 3 imagens.

Caio Júlio Fedro (15 a.C - 50)

Escritor latino nascido na Trácia, considerado o introdutor da fábula, contos de de cunho didático e moralizante, na literatura latina. De origem pouco conhecida, sabe-se que nasceu escravo e morou na Itália na juventude e permaneceu algum tempo a serviço de Augusto, até que foi alforriado. Homem de vasta cultura, completou a formação com a leitura de autores gregos e latinos. Iniciou-se na atividade literária adaptando a versificação latina às fábulas que a tradição atribuía a Esopo e, com o tempo, passou a criar os próprios temas e argumentos. Sua produção soma cinco livros, com 123 composições em versos iâmbicos, com uma sílaba breve e outra longa, e caracterizam-se pelo confronto entre o fraco e o opressor. Analisado como inferior a Horácio e La Fontaine, por exemplos, sua versificação simples e correta deu a sua obra enorme popularidade durante a Idade Média, época em que inúmeras versões em prosa e em verso circularam pela Europa.. Alguns de seus manuscritos ainda existem na Itália e entre seus títulos mais conhecidos citam-se A raposa e as uvas, O lobo e o cordeiro e As rãs que pediam um rei.

Esopo
(Um dos modelos que Fedro seguiu)

Lupus et Agnus

Ad rivum eundem lupus et agnus venerant,
siti
compulsi. Superior stabat lupus,
longeque inferior agnus. Tunc fauce improba
latro incitatus iurgii causam intulit;
«Cur» inquit «turbulentam fecisti mihi
aquam bibenti?» Laniger contra timens
«
Qui possum, quaeso, facere quod quereris, lupe?
A te decurrit ad meos haustus liquor».
Repulsus ille veritatis viribus
«Ante hos sex menses male» ait «dixisti mihi».
Respondit agnus «Equidem
natus non eram».
«Pater hercle tuus» ille inquit «male dixit mihi»;
atque ita
correptum lacerat iniusta nece.
Haec propter illos scripta est homines fabula
qui fictis causis innocentes opprimunt.

Retirado dos sites :
http://www.sobiografias.hpg.ig.com.br/CaiJFedr.html
http://www.cnice.mecd.es/eos/MaterialesEducativos/
mem2001/scripta/gen/genyaut.htm#fedro

A velhice

Em De Senectute, Cícero defende de forma impressionante a velhice. Esta foi escrita na tristeza dos seus últimos dias, no contexto da morte da filha e durante a ditadura de César (queda da República). Cícero demonstra no diálogo, retroprojectado para 150 a. C., entre Cato de 83 anos e dois jovens de 30, Cipião, o africano, e C. Laetius, como a velhice pode ser uma fase feliz na vida de um homem que soube agir com sabedoria e justiça. Os textos de Cícero são importantes para a compreensão filosófica e existencialista desse tempo próximo da morte, sobre as condições de vida dos idosos que são desprezados. Este é um tema muito actual apesar de ter sido escrito há muito tempo. Ainda hoje não se dá o devido valor aos idosos. A exaltação da juventude parece corresponder a um desprezo pela velhice.

Latin Index

Étimos Latinos

A maioria das palavras portuguesas que derivam do Latim vêm do caso Acusativo, mas a desinência final do caso "caiu" muito cedo. Por isso não a usarei, mas tenham em atenção este facto.

TRADITORE->traidor
DRACONE->dragão
MALU->mao>mau
PEDUC'LU->peolho>piolho
NAVIGIU->navio
NATICA->nádega
NOTULA->nódoa
GENUCULU->geolho>joelho
VAGATIVU->vadio
DIABOLU->diabo
PULICA->pulga

Caso estejam interessados podem aceder a esta página sobre a História da Língua Portuguesa onde encontrarão algumas explicações das transformações que ocorreram desde a palavra latina até á palavra portuguesa que temos hoje. De qualquer maneira irão estudar isso com mais detalhe no vosso 4º ano na disciplina de História da Língua Portuguesa I/II.

FEDRO

Fedro (Júlio), "fabulista latino,liberto de Augusto, mais tarde exilado por Sejano. Os seus apólogos (foi o introdutor do género da fábula na literatura latina) são sátiras bastante mordazes, que visam os homens e os abusos do tempo. O estilo é correcto,elegante,talvez um pouco abstracto (30 a. C.-44 dep. de C.). A colecção das suas fábulas só foi descoberta e publicada em 1596". (Lello Universal)

quinta-feira, abril 07, 2005

Fedro e as Fábulas

O que é uma Fábula?
É uma breve narração, de natureza simbólica, cujos personagens geralmente são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral.
A Fábula segundo os fabulistas:
Theon (séc. I d.C.) -“Fábula é um discurso mentiroso que retrata uma verdade.”
Fedro (séc. I d.C.) - “A fábula tem dupla finalidade entreter e aconselhar.”
La Fontaine (séc. XVII) - “A fábula é uma pequena narrativa que, sob o véu da ficção, guarda uma moralidade”.
O nascimento da fábula coincide com o aparecimento da linguagem. Antes de ser considerada um género passou dispersa na boca do povo.
Fedro foi o introdutor do género fábula na literatura romana, sendo-lhe atribuido o mérito de ter desenvolvido e estabelecido esta forma literária. Fedro recontou as fábulas de Esopo em forma de poesia. Suas histórias mostram, através de sátiras amargas a sua revolta contra as injustiças e o crime.
Para quem quiser começar já a praticar a tradução, poderá aceder aqui a algumas fábulas. Bem sei que cum fortuna reflauit, affligimur (Cicero) por isso desejo-vos boa sorte!!

Senectus atque paupertas, duo sunt vulnere immeddicabilia

A pobreza é um fardo, a velhice um hóspede inoportuno
A defesa da velhice feita por Cícero em Cato Maior De Senectute foi escrita na tristeza dos seus últimos dias perto da morte de sua filha e diante da ditadura de César. Cícero demonstra - no diálogo entre Cato de 83 anos e dois jovens (Cipião e Laetius) - como a velhice pode ser uma fase feliz na vida do homem que soube agir com sabedoria e justiça.
Duas frases muito utilizadas por Cícero em De Senectute:
- "Todos querem chegar à velhice, quando chegam, acusam-na".
- "Torna-te velho cedo, se quiseres ser velho por muito tempo".
Inês Ribeiro Nº 24900 - Português/Inglês
Raquel Correia Nº 26070 - Português/Espanhol

quarta-feira, abril 06, 2005

"Fábulas de Fedro"

As famosas fábulas de Fedro aparecem neste livro publicado em 2001 pela editora Átomo e Alínea, traduzidas pela mão de Mesquita Neves.
Estas fábulas escritas por um escravo de Augusto nascido no século I, tinham como principal objectivo entreter e aconselhar todos os que as lessem, devido ao seu teor altamente moral.
Fedro é considerado um mestre da fábula latina e para comprovar-lo está este livro onde em 165 páginas se expõe toda a sua excepcionalidade.

Citius, Altius, Fortius

Como hoje falámos neste lema na aula de LCL1, deixo aqui um ligação para um site com uma visão... diferente dos Jogos Olímpicos.

Bom fim-de-semana!

terça-feira, abril 05, 2005

De Senectute

" Haverá alguém tão louco, mesmo sendo um simples adolescente, que chegue ao ponto de acreditar viver absolutamente até ao fim do dia? Tem a juventude, muito mais do que a nossa idade, ocasiões para morrer: as doenças grassam mais facilmente entre os jovens e, quanto mais grave é o mal, mais penosa a cura - poucos chegam assim à velhice. Se tal nao acontecesse, viver-se-ia com maior sensatez e melhor: na verdade, encontra-se nos velhos o pensamento, a sensatez e a sabedoria, sem as quais os estados nao poderiam absolutamente existir. "
Cícero, Da Velhice, XIX, 67
Este pequeno excerto dá-nos uma ideia geral da obra. Aqui Cícero fala da velhice como uma fonte de sabedoria e não como um fardo que deve suportar, visão esta muito generalizada nos dias em que vivemos.
Carlos etiam dixit

À maneira de aperitivo

Para quem gostou da tradução da Odisseia feita por Frederico Lourenço, deixo a indicação que já saiu a sua tradução da Ilíada. Para além de ser um tradutor conceituado, Frederico Lourenço é também um romancista, autor da triologia - Pode um desejo imenso, O curso das estrelas e À beira do mundo. Se nunca leram nada dele aqui fica a recomendação e à maneira de aperitivo aqui têm um excerto de um texto(crónica pessoal sobre a adolescência) deste autor.
"Há reconhecidamente uma cola milagrosa para juntar as peças tresmalhadas da alma:chama-se música."
Lourenço, Frederico, Amar não acaba, Edições Cotovia

sábado, abril 02, 2005

Curso de Internet

Como estamos em maré de cursos, gostava que soubessem que está a realizar-se um curso sobre Internet na Loja Académica que fica situada junto ao supermercado Horta (onde se compram os bilhetes para a Semana Académca).
É um curso semanal e é totalmente grátis.
Eu achei que seria interessante, pois como estamos a trabalhar na disciplina de Latim com a internet seria proveitoso para aquelas pessoas que ainda têm dificultades em trabalhar com a internet e ainda mais para aquelas que já sabem, pois poderão aprender novas coisas.
Aproveitem, que oportunidades destas não há todos os dias.