terça-feira, maio 31, 2005

LCL1 - fichas de avaliação

Actividades até final do ano para LCL1:

amanhã - ficha de avaliação de escolha múltipla: retroversão
próxima terça - ficha de avaliação: tradução de um texto
última aula - entrega e correcção da frequência e dos trabalhos

devem trazer os dicionários paras as fichas

segunda-feira, maio 30, 2005

A origem do latim e a sua evolução.



O latim é uma língua pertencente ao grupo itálico da grande família das línguas indo-europeias. Falado na cidade de Roma e na província do Lácio, no século I a.C. estendeu-se a toda a Itália e seguidamente à parte ocidental da Europa, desde a actual Roménia até Portugal, vindo dar origem às línguas latinas.
Foi língua de literatura e língua franca na Europa inteira durante a antiguidade romana e a idade média europeia.
O latim é um idioma original da região itálica do Lácio que ganhou grande importância por ser o idioma oficial do antigo Império Romano; deu origem a um grande número de línguas europeias, denominadas românicas, ou neo-latinas, como o português, Castelhano, o francês, o italiano, o romeno, o galego e o catalão.
Durante séculos depois da queda do Império Romano, o latim continuou a ser utilizado em toda a Europa como língua culta. Actualmente é o idioma oficial da Cidade do Vaticano.


Historicamente os seus períodos podem ser divididos assim:

Pré-clássico, do século VII a.C. ao século II a.C.. As inscrições mais antigas procedem do séclo VII a.C. Nos séculos III e II a.C. a literatura faz a sua aparição, sob influência grega (Plauto, Terêncio).

Clássico, do século II a.C. ao século II d.C. A idade dourada da literatura latina.

Latim Vulgar, incluindo o período patrístico, do século II ao V d.C., onde se inclui a Vulgata de São Jeronimo e as obras de Santo Agostinho.

Período Medieval, do século VI ao século XIV. A literatura latina continua mas surgem novas línguas.

Do século XV até agora: redescoberta do latim da idade dourada no Renascimento. O latim vulgar continua sendo usado pelos eruditos até ao século XVII, como Isaac Newton, e pela Igreja Católica Romana (obrigatório até meados do século XX)Posted by Hello

sábado, maio 28, 2005

Notas de LCL3

Estão disponíveis as notas de todos as actividades realizadas até agora em LCL3. Confirmem eventuais gralhas.

Até final do semestre faremos mais duas fichas: uma na próxima quinta (Plauto e Anfitrião) e outra na penúltima aula (retroversão).

Haverá ainda a contabilizar os contributos livres neste blogue.

sexta-feira, maio 27, 2005

Frequência de LCL1

A frequência de LCL1 será amanhã, às 10:00h, na sala 2.13 (CP).

terça-feira, maio 24, 2005

e-Latim: Gladiadores

Durante cerca de sete séculos, as as lutas de gladiadores foram o espectáculo preferido dos romanos.
Os gladiadores eram lutadores profissionais que se apresentavam em público no Coliseu e em outros anfiteatros do Império Romano, para combater entre si ou contra animais ferozes.

Os jogos gladiatórios, de origem etrusca, consistiam numa luta até à morte entre servos e escravos num ritual fúnebre para homenagear o morto e tranquilizar o seu espírito.
O primeiro espectáculo conhecido ocorreu no século III a.C., em 264, quando Brutus e seu irmão Marcus realizaram um combate de três duplas em honra do seu pai falecido no Foro Boarium.
Durante a República os jogos foram perdendo o seu carácter fúnebre e em 105 a.C. passaram a ser financiados pelo estado, atraindo cada vez mais público. Essa espécie de exibição caíu rapidamente no gosto popular crescendo em proporção.

Os Gladiadores
Eram recrutados para as lutas prisioneiros de guerra, escravos e autores de delitos graves. Ser proprietário de gladiadores e alugá-los era uma actividade profissional legítima. Os homens livres também competiam e na República romana, metade dos gladiadores era formada por eles. Os homens livres eram muito procurados pelo seu entusiasmo durante os combates tendo sido o gladiador mais famoso um homem livre, Públio Ostório que fez 51 combates em Pompéia. A fama e a admiração feminina eram factores que motivavam esse estilo vida. Menos comum era que um romano de alta posição social, mas arruinado, se alistasse como gladiador de modo a garantir a própria subsistência, ainda que de maneira arriscada.
Alguns imperadores, como Cômodo (180-192) e Calígula (37-41), ficaram famosos pelas suas participações em combates “arranjados”. Os gladiadores tomavam o cuidado de não magoar os imperadores, proporcionado um espectáctulo teatral. Outros sete imperadores também actuaram na arena, entre eles, Tito (79-81) e Adriano (117-138).

O Treino e Quotidiano
Para proporcionar um excelente espectáculo ao público, os gladiadores eram sujeitos a um severo treino aprendendo a combater com bravura e a morrer com dignidade. Em Roma, Alexandria, Pérgamo, Cápua e em outras cidades do território romano existiam várias ludi gladiatorii, as escolas de gladiadores.
Na primeira fase de treino aprendiam a lutar com as próprias mãos e mais tarde com armas de madeira, depois substituídas por armas de metal, sem corte. No entanto, as contusões e ferimentos eram frequentes e por isso, os gladiadores eram assistidos por bons médicos. Concluído o treino, o gladiador estava pronto para combater, normalmente duas ou três vezes ao ano.
A disciplina nas escolas era rigorosa, imperando a lei do chicote. A desumanidade era tamanha, que alguns lutadores revoltavam-se até mesmo suicidando-se.

O Espectáculo
O desfile dos gladiadores abria o programa com uma volta à arena em formação militar. Diante do camarote principal em sinal de homenagem, aclamavam: “ Bom dia imperador! Os que vão morrer te saúdam!”
Seguia-se um combate simulado com espadas de madeira até o toque de clarim anunciar o combate real. Os lutadores que manifestassem medo eram conduzidos ao centro da arena sob a ameaça de chicotes e ferros em brasa.
Cabia ao gladiador vencedor a decisão sobre a vida ou morte do seu oponente. O derrotado ferido, à mercê do adversário, erguia o indicador para implorar clemência do público.
As venationes eram os jogos com a presença de animais. Um tipo especial de gladiador, o bestiarii entrava na arena exclusivamente para lutar contra animais trazidos de várias partes do território romano, principalmente do norte da África e do Oriente Médio.
O público aplaudia com veemência cada aparição, agitava lenços em uma saudação emocionante. Durante os jogos o povo apreciava ver seu imperador descontrair-se e seguir com atenção as lutas demonstrando seus sentimentos.
Embora tenham decaído com a chegada do cristianismo, os espectáculos de gladiadores sobreviveram por mais de um século à proibição de Constantinus I, no ano 313 d.C.
http://www.ciapavanelli.com.br/circo%20romano.htm

segunda-feira, maio 23, 2005

Festival de Teatro Clássico


Grandioso Festival de Teatro Clássico, em Mérida, de Junho a Agosto.
Programa em formato PDF.

Informação retirada de Patrimonium

sexta-feira, maio 20, 2005

História de Roma Antiga e o Império Romano

Os romanos explicavam a origem da sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gémeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam à cidade natal de Albalonga e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma. A fundação desta cidade resulta na mistura de três povos que foram habitar a região da Peninsula Itálica: gregos, etruscos e italiotas. A sociedade, nesta época era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adoptando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.
Os romanos depois de dominar toda a peninsula itálica partem em conquista de outros territórios, garantindo assim a supremacia romana no mar Mediterrâneo, ao qual passaram a chamar "Mare Nostrum".
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
É então possível concluir que a história de Roma Antiga é fascinante devido à cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização, tornando-se assim, um dos maiores impérios da Antiguidade.




Carina de Jesus
Xénia Santos

E-Latim:Refeições à lá Romana.

Os Romanos realizavam as suas refeições no Triclinium, que era uma das salas das casas (villas) romanas. A distribuição dos lugares durante as refeições obedecia a regras de hierarquia social. Os convivas eram colocados em torno de uma mesa de acordo com o seu estatuto social, deitando-se em cima do triclinium, que neste caso era um sofá. Normalmente eram três estes sofás, e em forma de U, no tramo esquerdo da mesa estava o lectus summus (leito superior), no horizontal o lectus medius (leito médio) e no vertical da direita o lectus imus (leito inferior). Em cada leito, reclinavam-se até quatro comensais indo no sentido contrário do relógio, o summus, o medius e o imus.
Na Roma Antiga, as refeições eram divididas em três etapas. O desjejum romano, o ientaculum (pequeno-almoço) resumia-se a um pedaço de pão humedecido em vinho ou comido com mel, queijo ou azeitonas. Inicialmente, a cena, refeição principal, era servida por volta do meio dia. Quando a cena começou a ser servida mais tarde, foi introduzida uma outra refeição, o prandium (o almoço). Mais frugal que a cena (jantar), o prandium podia consistir de pratos frios e sobras de véspera e raramente era acompanhado de vinho. No verão os romanos, depois do prandium faziam uma breve sesta.
A Cena dividia-se em três partes: o gustatio (aperitivo) com ovos cozidos, azeitonas, saladas, etc. A prima mensa (prato principal) com peixe ou carne, miúdos de porco, etc. E por último, a secunda mensa (sobremesa), maçãs ou outra fruta, ostras, escargots (caracoís), frutos secos (nozes), vários doces (bolo de mel,por exemplo), etc. Comer pão era muito importante na dieta alimentar dos romanos.
Enquanto os mais ricos se deliciavam com estes petiscos, os pobres alimentavam-se essencialmente de uma papa de trigo e cevada (o puls), à qual adicionavam alguns vegetais, ou faziam um guisado de verduras e frutas, comiam ovos e raramente carne.
Vocabulário útil sobre alimentação
O mais antigo livro de culinária conhecido.
Sobre Apicius,o mais excêntrico e famoso cozinheiro da antiguidade.

quinta-feira, maio 19, 2005

E-Latim: A actividade musical em Roma

O desenvolvimento cultural na Roma antiga foi fortemente influenciado pela cultura grega, e com a música não foi diferente.
Roma foi fundada em 753 a.C. e os romanos da Idade Antiga admiravam a música: do Egipto importaram as canções e os instrumentos musicais; da Síria, as flautas, e incorporaram ainda as danças árabes, as gatidanas que mais tarde levaram para a Espanha. Dedicados à política e às guerras, os romanos não tinham tempo para a música, da qual gostavam muito mas era ofício de escravos gregos. Na verdade, Roma custou muito a ter uma arte própria, porque todos os seus artistas eram estrangeiros. Mas Roma ia buscar o que queria onde quisesse. Todos os instrumentos musicais da Antiguidade foram usados pelos romanos. Ou pelos seus escravos...

O instrumento mais popular da Roma Antiga foi a flauta de dois tubos, a fístula. A corporação de flautistas de fístula ficou famosa: o Colegium Tibicinum Romanorum era chamado para espantar os maus espíritos e atrair os deuses durante os sacrifícios litúrgicos. O som triste da fístula era também muito apropriado para acompanhar funerais . Os órgãos, tanto o hidráulico como o pneumático, foram muito usados em Roma e nos seus domínios. As várias cítaras também eram populares e os citaristas tinham até um traje típico. A palavra Cithara, em latim designava o génio da música e da poesia. A lira era chamada testudo, porque era feita da carapaça desse animal, a tartaruga. Ao oboé, instrumento de palheta dupla oriundo da Síria , deram o nome de tíbia. As trombetas eram consideradas sagradas e só podiam ser usadas nas cerimónias dos templos ou nas guerras. Eram chamadas tibulustrium e deviam ser purificadas duas vezes ao ano.
Em 336 a.C. surgiu em Roma a pantomima etyrusca: era a sucessora do teatro grego e tinha música. O primeiro teatro romano era satírico, muito popular e os versos eram cantados. Em 200 a.C. já havia distinção entre compositor e letrista. Na Tragédia eliminou-se o coro grego, que apenas cantava e dançava nos entreactos, com acompanhamento de fístula.

Entretanto Cipião, o Africano (cerca de 184 a.C.) achava intolerável que os jovens romanos perdessem tempo frequentando eventos "com dançarinas, sambucas a saltérios" e Catão, por volta de 150 a.C, afirmava que” todo homem sério devia abster-se de cantar”. Cícero falava constantemente contra a música, tanto vocal como instrumental e afirmava que “a doçura da música havia feito dos gregos homens fracos e depravados”. O filósofo Epicuro afirmava que a música "atende ao vinho, incita à perenidade e excita a libertinagem".

Em 140 a.C. Marco Terencio começou a divulgar as teorias musicais gregas em Roma e fez com que os romanos estudassem música. Até as aulas e os discursos no Senado tinham acompanhamento musical e geralmente um flautista indicava, com as notas musicais, o tom de determinadas partes da oratória. De imediato foram formadas companhias com músicos e actores que mediante uma licença especial do Imperador viajavam por todas as províncias do Império, originando a construção de teatros em Mérida, Sagunto, Nimes, Arles, Magúncia, Colônia e Cartago. O primeiro teatro de pedra com regras de acústica foi construído em Pompéia, 55 a.C. com capacidade para 40 mil pessoas. A figura mais importante do teatro era o phonascus, o professor de canto, uma figura de destaque na sociedade romana que exigia aos cantores exercícios físicos severos e dietas rigorosas.

Em 22 a.C. Pílades levou a Pantomima coreografada e cantada para Roma, com acompanhamento de flauta, cítara, lira, tíbia e percussão.
Por volta do ano 100 d.C. os romanos eram definitivamente, um povo musical e surgiram as atellanes, cantigas populares de escárnio e mal dizer, quase sempre improvisadas e falando mal dos poderosos. Caius Cilnius Maecenas, conselheiro de Otávio, aproximava os músicos e cantores do poder e conseguia-lhes financiamento. Passou a ter o título de Protector das Artes, dos Artistas e dos Sábios e seu nome (Mecenas) passou a ter esse significado.

Nero, por exemplo, favorecia as artes da música, canto e dança e dava festas excepcionais. Estudou música com Terpo, o melhor músico da época. Como anónimo ganhou concursos competindo com os melhores músicos em Nápoles, Atenas, Lacedemônia e Corinto. Ficou verdadeiramente famoso como cantor de músicas gregas e tocador de lira, cítara e harpa. No Teatro de Pompéia competiu com o rei arménio Tirídates que, vencido, depositou o seu ceptro e coroa aos pés de Nero. Dizem que o Imperador foi o inventor da claque. A partir dele todos os reis e imperadores foram músicos, cantores, e alguns até dançarinos.

O único instrumento inventado na Roma antiga foi a cornamusa, uma gaita rústica que veio a ser o hornpipe na Escócia e a musette na França.

(Fontes: www.tvebrasil.com.br/agrandemusica ; www.historianet.com.br )

terça-feira, maio 17, 2005

E-Latim: MOEDA ROMANA

As moedas romanas oferecem uma visão única da antiga vida romana, porque eram usadas diariamente por todos, do imperador ao mais simples cidadão de Roma ou de alguma Província e Colônia do Império. As moedas mostram-nos muito sobre o que era importante para o povo romano: como eles celebravam suas festas, seus feriados, ocasiões religiosas e seus deuses; como os imperadores queriam ser vistos pelo seu povo através das "virtudes" cunhadas em suas moedas; além de nos dar excelentes retratos dos imperadores, de suas esposas e filhos, dos famosos edifícios e templos há muito tempo transformados em ruínas.




COMO ERAM FEITAS AS MOEDAS ROMANAS:

Durante o império romano as moedas eram "golpeadas". Não havia nenhum processo de cunhagem através de máquinas ou algum processo sistemático, cada moeda era "golpeada à mão". Primeiro o gravador criava dois punções feitos em bronze, um para o verso (onde aparecem comumente as "efígies" dos imperadores) e um para o reverso (onde aparecem as "propagandas" da época). O gravador esculpia os desenhos da moeda através de entalhes feitos nos punções. O punção do verso era colocado numa mesa e um disco de metal, que normalmente era aquecido, era colocado sobre este. O punção reverso era colocado em cima do disco de metal e era então "golpeado" por um martelo.
É fácil verificar que elas eram "golpeadas à mão". Frequentemente muitas moedas romanas tem sua cunhagem fora de centro, onde parte do desenho fica fora da extremidade da moeda, ou a moeda não tem uma espessura uniforme. Depois de cunharem milhares de moedas com este método, o punção começava a torcer e a desgastar a imagem nele desenhada onde novos punções teriam que ser esculpidos. Por razões como estas é que a maioria dos colecionadores dão, normalmente, um valor mais alto para moedas bem centralizadas e com os detalhes bem visíveis.

AS INSCRIÇÕES NAS MOEDAS ROMANAS:

A chave para ler inscrições das moedas romanas está no entendimento da estrutura de nomes e algumas abreviações que eram usudas. Os imperadores abreviavam seus nomes e títulos, normalmente nas suas moedas, devido a estes somarem muitos títulos que "ganhavam", e não é muito difícil datar uma moeda comparando o título do imperador com informação histórica conhecida.
As inscrições eram cunhadas, normalmente, no sentido horário, a partir da parte de baixo da moeda, começando a subir pelo lado esquerdo, continuando para o topo e descendo pelo lado direito até a parte de baixo novamente; os topos das letras eram usualmente mais fechadas para a extremidade da moeda. Há, não tão frequentemente, inscrições que fazem o sentido contrário, ou seja anti-horário, a partir do lado de baixo da moeda. No início do império o reverso de uma moeda tinha pouca escrita, normalmente usava-se a escrita "SC" (Senatus Consulto - por decreto do Senado) para indicar que a moeda foi cunhada com a aprovação do Senado, ou tinha o nome abreviado de um deus ou uma deusa. Como os "egos" dos imperadores, bem como seus títulos, cresciam muito, ficou comum eles passarem a usar ambos os lados da moeda para registrar suas realizações ou feitos.


E-latim romanos apaixonados pela comida



Matérias-primas
A revolução culinária baseou-se na incorporação de muitos vegtetais que eram desconhecidos ou considerados incomestíveis. Por exemplo os nabos, as coves, os rabános. A galinha foi a primeira das aves a ser comida. Havia azeitonas, ameixas, cerejas. As figueiras eram originárias de Itália e o limoeiro chegou das Hespérides. Faziam três comidas diárias: o pequeno-almoço, o almoço e o jantar. O povo romano tomava o pullnentum "é uma papa de farinha de trigo e água, que deluída servia de refresco". Os romanos conheciam o fermento "fermentum". O pão deles era feito com ou sem fermento.

Utensílios
O espeto era uma cruz de ferro introduzida na terra na qual assavam carnes. Na época de Constantino, o imperador, os convidados começaram a comer sentados e não estendidos como na época romana.

Desenvolvimento técnico
Os romanos utilizavam os assados, organizavam grandes banquetes de esbanjamento pela classe priveligiada. Eram amantes do prazer do comer, comiam tanto que a metade deles deviam retirar-se ao vomitorium onde excitavam a garganta com penas para devolver a comida, assim aliviavam a barriga e podiam continuar a comer mais. Podemos destacar dois grandes cozinheiros romanos: Lúculo e Apicio. Diz-se que Lúculo gastava fortunas à busca de comidas extravagantes, assim alcançou uma grande celibridade com a frase "Lúculo hoje come em casa de Lúculo". O que dava a entender que faltava pessoas para comer bem. Apicio, por seu lado, foi autor do famoso receitário da cozinha, o mais antigo que se conserva.
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Liliane Goncalves Nunes e Sandra Durand

e-latim: A Morte e os Funerais dos Romanos


Columbarium

Durante o século I e II d.c., a cremação era a prática funerária mais comum no Império Romano. Mas a inumação (lat. inhumo, as, are, avi, atum = meter dentro da terra, enterrar) substituiria a cremação; uma grande variedade de factores, incluindo o crescimento do Cristianismo entre os Romanos bem como mudanças de atitude em relação à vida depois da morte, contribuiriam para esta mudança nas práticas funerárias mais comuns até então.
Os Romanos mantinham um "ritual" sistemático ao cuidar dos seus mortos. Primeiro, os familiares fechavam os olhos do falecido enquanto chamavam o seu nome. De seguida, o corpo era lavado e uma moeda era colocada na boca do falecido. A moeda era um pagamento para Caronte, o barqueiro que transportava as almas dos mortos até as portas do mundo subterrâneo.
O estatuto social era um factor importante no Funeral Romano. Os mortos eram postos em "exposição": o tempo desta "exposição" dependia da posição que o falecido tinha na sociedade. Os membros da classe alta, como a nobreza, eram habitualmente postos em "exposição" até uma semana, dando a oportunidade a que muitos pudessem vir lamentar e prestar os seus últimos respeitos. Os membros da classe baixa da sociedade, por outro lado, eram habitualmente cremados depois de um só dia de "exposição".
Depois da "exposição" seguia-se uma procissão funerária. Os Funerais Romanos eram tipicamente feitos de noite para evitar grandes aglomerações de pessoas e para desencorajar multidões e lamentos excessivos que, no caso de figuras políticas influentes, poderia levar a uma séria confusão. Músicos contratados lideravam a procissão, seguidos pelos familiares e amigos que habitualmente levavam esculpturas ou máscaras de cera (imagines) de outros membros da família já falecidos. A procissão acabava no fim da cidade onde se situavam os cemitérios (necropoleis) onde uma pira, ou fogueira para a cremação, era construída. Enquanto o fogo ardia, uma elegia (laudatio funebris) era dada em honra do falecido. Depois do fogo se extinguir, um membro da família (habitualmente a mãe ou mulher do falecido) reunia as cinzas e colocava-as numa urna. O lugar onde o falecido era enterrado era marcado com lápides que continham inscrições ou por marcadores de madeira. Ainda hoje existem muitas dessas lápides.
Muitos Romanos pertenciam a sociedades funerárias, chamadas Collegia para se assegurarem de terem um enterro digno. Pagavam quotas mensais que seriam usadas para cobrir os custos do seu funeral e dos de outros membros. Os membros dos Collegia tinham garantia de um lugar num columbarium. Columbaria eram grandes camaras subterrâneas onde as urnas, com os restos da cremação, eram colocadas em pequenas cavidades (nidus) que eram usualmente marcadas com placas memoriais e esculpturas do falecido.
Os Romanos acreditavam que um enterro digno era essencial para "uma boa" passagem para a vida depois da morte e por isso havia muita preocupação nesta questão.

e-latim: Religião Romana


A religião romana não era baseada na graça divina, mas sim na confiança mútua entre os Deuses e os homens.Entende-se por religião romana o conjunto de crenças, práticas e intituições religiosas dos romanos no período situado entre o séc. VIIIa.C. e o séc.IV da era cristã. A saúde, a prosperidade, colheitas fartas e o sucesso na guerra dependiam dos cultos e ritos feitos em honra dos deuses.

Alguns Deuses Romanos:

Ceres- Deusa da agricultura, da fecundidade da terra e do casamento.

Cupido- Deus do amor.

Júpiter- Deus supremo da mitologia romana.

Marte- Deus da guerra.

Mercúrio-Protegia os negócios e os lucros.

Minerva- Deusa dos trabalhos manuais, das profissões e das artes.

Neptuno- Deus dos mares e das águas correntes.

Vénus- Deusa associada a todos os aspectos da condição feminina.

trabalho realizado por:
Cláudia Rodrigues
Sílvia Pombinho
Cupido Posted by Hello

aula de LCL1 de 17 de Maio

Webquest e-latim.

Messenger: latim_online@hotmail.com
No caso de não terem messenger, podem enviar um e-mail: lmpereira@ualg.pt.

segunda-feira, maio 16, 2005

O Anfiteatro Romano de Mérida

A construção do anfiteatro romano foi planificada ao mesmo tempo que a do teatro romano, segundo se deduz na inscrições deixadas no seu interior, o edifício se inaugurou no ano 8 a.C.
No anfiteatro romano celebravam-se jogos gladiatórios e lutas entre animais ou entre homens e animais- venationes- que, juntamente com as actuações de circo, foram as preferidas do público.
Após o seu abandono ( do anfiteatro), ligado à oficialização do cristianismo, grande parte da estrutura foi-se "escondendo" com a terra, servindo assim as zonas que ficaram descobertas- principalmente a summa cavea.
Desde o século XVI, os autores que descrevem este edifício chamam-no Naumaquia- lugar onde se representavam batalhas navais. A sua escavação, a partir de 1919, originou um erro e devolveu-lhe a sua denominação original.
Devido, em grande parte, à implatação do cristianimo, que considera as representações teatrais imorais, também o teatro romano passa a ser pouco utilizado até ser completamente abandonado.

SAGRES, PROMUNTURIUM SACRUM

Actualmente conhecidos como os Cabos de S.Vicente e de Sagres, o “Promontório Sagrado” foi durante muito tempo considerado o fim do mundo conhecido, o lugar terrível frente ao qual o Sol quotidianamente mergulhava e morria nos insondáveis abismos oceânicos.

Em 1905 Leite de Vasconcellos escrevia no seu “Religiões da Lusitânia”:
«Ao descrever o Promontório Sagrado diz Estrabão (séc. I a.C./Id.C.) “que não se vê lá nenhum santuário, nem altar, mas que em muitos sítios há grupos de três e quatro pedras que são pelos visitantes voltadas em virtude de um costume tradicional e deslocadas depois deles fazerem libações”. E mais diz o mesmo Estrabão, que ali “ não é permitido sacrificar nem ir de noite àquele lugar, porque se assevera que os deuses lá estão; mas que os que vêm para o ver pernoitam em uma aldeia vizinha, e entram nele depois, durante o dia, levando consigo água, por causa da falta desta”».
A imolação de animais como touros e javalis parecia ser frequente mas porém proibida no promontório que era utilizado como um santuário de preponderante feição marítima e intrinsecamente ligado aos navegantes.

A leitura de fontes clássicas permite supor que o promontório foi remotamente consagrado a Baal-Hammon e Melkart, na época romana reinterpretados como Saturno e Hércules respectivamente.

(José Cardim Ribeiro in “Religiões da Lusitânia” editado pelo Museu Nacional de Arqueologia)

quarta-feira, maio 11, 2005

Albicastrense



As pessoas de Castelo-Branco são chamadas Albicastrenses.
Albicastrense: adjectivo com dois géneros, relativo a Castelo-Branco. Substentivo de dois géneros, natural ou habitante de Castelo-Branco.
Da palavra latinizada Albicastrus- Castelo-Branco +ense.

Albu (albi) = Branco.
Castrum = de castelo- Castellanus (Cícero).
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Ruinas de Cerro da Vila -Vilamoura ( Faro)

Ruínas de Cerro da Vila – Vilamoura (Faro)


O Cerro da Vila é uma Estação Arqueológica localizada junto à costa marítima, praticamente no centro geográfico do conjunto turístico de Vilamoura, foi uma villa rústica da primeira metade do século I d.C.
A sua localização favoreceu o aproveitamento dos recursos marítimos e o tráfico de mercadorias, atestado pela existência de um porto.
No século II e, particularmente, a partir do século III, a área residencial adquiriu uma expressiva dimensão. A água era um elemento sempre presente, jorrando das bicas e das estátuas para o lago do jardim, espaço central em torno do qual toda a casa se desenvolvia: uma grande sala de recepção e de refeições de Verão, os quartos, a cozinha, as áreas de serviços, que incluíam um cryptoporticum.
As paredes eram revestidas com estuques pintados a fresco, com cores garridas e motivos florais e geométricos. O pavimento era decorado com mosaicos multicolores. As esculturas de deuses e homens decoravam os espaços interiores, harmonizando um conjunto fantástico de cor e recorte de pedra.
Pouco sabemos sobre a economia produtiva local, mas várias oficinas com tanques indiciam o fabrico de preparados de peixe ou, mais provavelmente, a tinturaria de tecidos a partir da púrpura. O achado de grandes quantidades de elementos importados, ânforas, lucernas, loiças e vidros, demonstra a integração do Cerro da Vila na rede comercial do Império romano.
Os senhores do Cerro da Vila fizeram-se sepultar em mausoléus com columbarium, uma cripta com pequenos nichos laterais para a colocação das urnas contendo cinzas. Em época mais tardia, foi crescendo um vasto cemitério com sepulturas de inumação, só parcialmente descoberto.

Um conjunto de silos da época islâmica, abertos no interior das casas romanas, denuncia a continuidade de ocupação dos edifícios. Tendo por fim a valorização e apresentação do sítio ao público, foi construído um museu de sítio onde está patente uma exposição monográfica. Foi ainda editado um Guia desdobrável de apoio à exposição.
Prevê-se também a execução de sondagens na área portuária e o estudo dos mosaicos e da arquitectura da villa.

In site da Direcção Regional de Faro do IPPAR
www.ippar.pt

terça-feira, maio 10, 2005

Época Romana

Os romanos aproveitaram-se da organização indígena e da excelente localização de Ossónoba e escolheram-na como capital de ciuitas. Ciuitas era constituída por um território vasto composto por uma cidade capital e aglomerados rurais. Ossónoba foi ciuitas ius latii, isto é, a sua administração organizava-se da seguinte forma: ordo decurionum (Assembleia Municipal) e llllviri (quatuórviros) magistrados executivos escolhidos pela assembleia.
Foi elevada a municipium, muito provavelmente na época de Cláudio (41-54 d.C.), comprovando-se este facto por se tratar de um período de expansão económica, por se ter encontrado o busto de Agripina (sua mulher) em Milreu e pelo retrato claudino encontrado na Praça Alexandre Herculano, em Faro.


Imagem do antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, o qual actualmente alberga o Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique , que se encontra na parte velha da cidade onde podemos ver vários vestígios deixados pelos Romanos.

domingo, maio 08, 2005

Fedro
O Fedro é conhecido como o maior fabulista latina da Antiguidade.Fedro terá nascido entre os anos 10 e 70 da nossa era. Ele foi buscar a maiar parte dos assuntos ao grego Esopo, transformando-os e enriquecendo-os de forma que constituiram uma novidade. As fábulas de La Fontaine são cópias das fábulas do Fedro, introduzindo aspectos da sua realidade social. Com os seus cinco livros, Fedro procurava fazer rir mas tambem dar conselhos aos seus leitores.Fedro foi pouco conhecido na Antiguidade mas na Idade Media teve uma imensa influencia.Foi assim,graças ao Fedro que se introduziu a fábula na literatura.

sexta-feira, maio 06, 2005

Os Romanos e a sua presença em Faro, Estoi e Vilamoura


Ruínas de Milreu

Na parte antiga de Faro vêem-se ainda vestígios romanos, com a catedral do século XIII a marcar o local onde estava localizado o antigo fórum. Junto à Sé Catedral de Faro situa-se o espectacular Convento de Nossa Senhora da Assunção, que foi transformado num Museu Arqueológico. Neste museu estão patentes ao público algumas relíquias do passado romano e árabe da região.
As ruínas de Milreu, situam-se à saída de Faro, em Estoi, e são o mais importante local romano da região, que foi descoberto em 1877.
Em Vilamoura o museu e estação arqueológica do Cerro da Vila é uma das importantes estações romanas no litoral algarvio.

quinta-feira, maio 05, 2005

Vestígios romanos em Portimão

Mais de quatro séculos depois de terem sido travadas intensas batalhas na costa algarvia, uma equipa de investigadores luso-americana, numa acção inédita no nosso país, ao conciliar especialistas de várias áreas e meios tecnológicos, partiu à descoberta de vestígios de naufrágios a cerca de 350 metros de profundidade na zona do Canhão de Portimão devido ao seu interesse arqueológico.No último dia dos trabalhos, que se prolongaram por uma semana, poderão ter sido detectados, através de um sofisticado mini-submarino, vestígios de possíveis naufrágios. Os investigadores admitem a eventualidade de se tratar de restos de embarcações romanas e ainda dos séculos XVI ou XVII, mas não chegaram a identificá-los de forma indubitável. É que, problemas relacionados com a falta de visibilidade no fundo do mar e uma forte ondulação, obrigaram à suspensão dos trabalhos, os quais só em meados de 2005 deverão ser retomados.

segunda-feira, maio 02, 2005

Pro Archia

Interim satis longo intervallo, cum esset cum M. Lucullo in Siciliam profectus, et cum ex ea provincia cum eodem Lucullo decederet, venit Heracliam: quae cum esset civitas aequissimo iure ac foedere, ascribi se in eam civitatem voluit; idque, cum ipse per se dignus putaretur, tum auctoritate et gratia Luculli ab Heracliensibus impetravit. Cicero, Pro Archia, VI

Acta Diurna.

Acta Diurna eram documentos oficiais da Roma Antigua tornados públicos. Foi principalmente na época do consulado de Júlio César, cerca de 59 antes de Cristo, que a Acta Diurna começou a ser publicada com mais regularidade. Pedecessores dos jornais actuais, eram textos gravados em painéis, geralmente de pedra, e fixados pela cidade de Roma para informar a população sobre os últimos acontecimentos-militares, legais e civis.

"Diciopédia 2005", Porto Editora 2004.

Cícero conclui e aconselha, acerca da amizade

Haec habui de amicitia quae dicerem. Vos autem hortor ut ita virtutem locetis, sine qua amicitia esse non potest, ut ea excepta nihil amicitia praestabilius putetis.

Cícero, De Amicitia,XXVII.104